Despencou do pedestal dos
meus conceitos.
Estraçalhou toda a formosura da sua estrutura.
Foi o vento da justiça quem o empurrou.
Aparência exterior de um vaso chinês,
porém, conteúdo traiçoeiro como o pântano.
Areia movediça disfarçada de firmeza de espírito.
Sorriso escondendo sua verdadeira intenção.
Insistiu na sua falsidade:
tocou a campainha três vezes!
Coloquei uma porta de aço blindado.
Ignorado, tentou demolir os alicerces dos meus princípios.
O chão fugiu dos seus pés.
Estava fora da realidade.
Caiu em si, quando foi excluído do país do meu "eu".
Distante das minhas fronteiras,
impossibilitado de retornar,
avistou-me ao longe: um vulto de mim.
Amigo infiel que perdeu a chave da minha amizade.
Desabaram as pontes que nos uniam.
Houve um desencontro em nossos destinos.
A confiança o expulsou dos seus domínios.
Página encerrada nesta história,
esmagada pela mentira.
Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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