A vida lhe fez um sinal.
Não compreendeu.
A existência lhe devia uma resposta:
Por qual motivo a tristeza hospedou-se em seu coração?
Um novo dia nasceu.
A monotonia lhe enviou um bilhete:
pedia para que lesse no rodapé de cada entardecer.
Toda vez que o sol partia,
tentava decifrar os comentários abstratos
escritos nas entrelinhas da sua história.
Sugeria e ocultava.
Afirmava e negava.
Inúmeras contradições em uma única nota.
Explicação sem nexo.
A sabedoria lhe entregou um livro.
Uma observação na margem inferior da última página dizia:
"Paciência, a hora não é agora!
Primeiro espinhos, depois as rosas..."
A esperança lhe sorriu!
Na data marcada por Deus a felicidade há de chegar!
Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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