Meu maior
inimigo sou eu mesma:
traço planos e delineio minhas ideias,
planejo um novo projeto e começo a colocá-lo em pratica.
Mas, vem o desanimo e a insegurança
e destroem tudo em segundos.
Busco forças para derrotar estas influencias negativas,
revejo meus objetivos e vejo o quanto eles são importantes.
Volto a estabelecer as mesmas metas
e tento novamente segui-los.
Desta vez, consciente que haverá resistência a minha causa,
armo minha defesa:
estou em guerra comigo mesma!
Minha mente se divide em múltiplas possibilidades,
muitos caminhos, indeterminadas direções.
Cada uma destas facetas de mim estavam escondidas.
Eu, inúmeros soldados com armamento de ultima geração.
Clones de mim avançam subitamente atirando,
contra a outra parte que é psicologicamente diferente.
Metade de mim morreu ceifada.
O que restou se reorganizou.
Soou o tambor e a artilharia se preparou.
Os canhões abriram fogo.
Vieram reforços.
Chegaram o esquadrão rebelde.
Surgiram os fuzileiros e num fuzilamento geral,
depois de muitas lágrimas, suor e sangue,
sobrou eu e fragmentos de mim....
... justamente a porção sabotadora.
Ainda não venci a mim mesma,
não conquistei meu território.
Rosimeire
Leal da Motta
Vila Velha - ES

|