Escudo
magnético,
cerca o meu ser, me mortifica.
Barreira invisível que me desloca
Distancia-me da luz indispensável.
Parede que se ergueu em torno de mim,
e minha alma não pode ultrapassar:
cai no chão e se despedaça.
Pedaços tentam fugir inutilmente,
tampouco chegam a juntar-se.
Transformam-se em cacos, ficam esquecidos.
Os raios de sol atingem as partículas que me formam,
e seus reflexos ferem o amor-próprio.
Partes respirando, porém apáticas e desfalecendo.
Alma quebrada não é jogada fora,
é coberta com a ferrugem da infelicidade.
Alma pisada, alma sem esperança.
O pôr do sol veio, o tempo virou trevas,
aproxima-se nuvem negra chuvosa.
Alma molhada, alma com frio.
Porta e janela travadas.
Alma sendo asfixiada,
permitindo escapar
a essência de uma vida.
Rosimeire
Leal da Motta
Vila Velha - ES

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