Fragmentos do passado


A porta emperrada se abre rangendo.
Teias de aranha dificultam a entrada.
Cenas desbotadas desfilam em câmara lenta.
Ultrapassam a linha do tempo.
Ouve-se o som de uma música ao longe.
Murmúrios do ontem.
Páginas amareladas pelos anos,
com um característico cheiro de guardado.
Poeiras tentam encobrir os rastros,
mas a memória insiste em lembrar.
No porão foram deixados sobras do passado,
em cada objeto, desperta um sentimento.
Neste momento, lágrimas e sorrisos se abraçam.
Olhar perdido, pensamentos viajam.
Baú de recordações.
Resquícios de fatos ocorridos,
paralisam o hoje.
Mergulha em épocas distantes.
Imagens desfocadas.
Visão desmaterializando-se...
Sua mente foi capturada pelo presente:
O que passou, passou,
Não volta mais...

Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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