Falência


Chaminé de fumaça
espalhando prosperidade na atmosfera.
Vinha de um imenso galpão
onde conviviam centenas de pessoas.
Ao findar a tarde, cada um seguia seu caminho.
Pareciam uma grande família.
Tinham seus direitos e deveres.
A recompensa pelo trabalho era o salário pago mensalmente.
Dos esforços em comum
geraram produção em alta e qualidade nota dez.
Aparência próspera, lucros satisfatórios.
Porém, o egoísmo do administrador
pintou de negro as paredes da indústria.
Desfalque: zombou do suor dos seus operários.
Roubaram-lhes os sonhos do futuro.
Fecharam-lhes as portas.
Desempregados.
Silêncio, abandono, ruínas.
Cresceu o matagal.
Sem possibilidades de retorno.
Caiu o ultimo tijolo.
Desmoronou o império capitalista:
O cabeça pôs tudo a perder!

Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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