Amarguras


Grandes angustias,
mente obstruída, visão nebulosa.
Embarcação com bombas de sucção
retirando as camadas de sujeira no fundo do rio do coração.
O material recolhido é transportado as margens,
vem à tona os sofrimentos.
O lodo torna os pés inseguros.
Escorre as lágrimas pela face,
a tristeza perde o equilíbrio.
Águas poluídas, com resíduos do rancor,
impróprio para o banho,
proibido para a felicidade!
Fragmentos de problemas mal solucionados,
destrói a natureza ao redor,
envelhece a vida,
retarda o crescimento!
Afoga-se na lama da baixa auto estima,
mergulha de corpo e alma, mas,
cospe substancias com efeito coagulante.
O lixo flutua, não afunda.
Peneira o ego três vezes.
Mais limpo, porém, traumatizado,
é conduzido a uma cachoeira.
Precipita-se rumo a um outro rio.
Deslizando pelos desenganos,
chegou num terreno seco e rachado.
Restou pouco do seu precioso liquido!
No seu caminho encontrou uma semente perdida.
Antes de esgotar a ultima gota, conseguiu regá-la!
A região agora é desértica, o sol arde.
Espantosamente brota uma flor:
Ainda há uma esperança!

Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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