Sentença final


O juiz decretou: Culpado!
Irrevogável! Todas as provas na mesa.
Testemunhas e jurados de acordo!
Réu de pé... fim do julgamento.
Cometeu homicídio, reclusão de vinte anos: regime fechado.
Ele anunciou: "Sou inocente!"
Os guardas o levaram e o conduziu a prisão.
Sim, ele é o criminoso, mas negando persistia.
Primeira e segunda semanas naquela masmorra, riu, comeu e bebeu.
Mais sete dias voaram do calendário e tudo lhe era tedioso.
Aos poucos foi se tornando agressivo,
revelando sua verdadeira personalidade.
Era uma fera, um bicho enjaulado!
Andava de um lado para o outro e gritava palavras injuriosas.
Dois meses se passaram e não suportava a pena que lhe coube.
Aos berros, forçava e balançava as grades da sua cela.
Não havia como fugir, era de segurança máxima!
Usava uma camisa velha e esburacada,
puxou-a violentamente, rasgando e fazendo dela uma larga tira.
Enforcou-se!
Infelizmente, não era a consciência pesada,
compreendeu claramente o preço da perda da liberdade!
Águia engaiolada que ficou sem o direito de voar e ver o brilho do sol!
Não tinha temor a Deus,
não amava ao próximo, nem a si mesmo.
Pagou o crime com a própria vida!
Esta foi a sentença final.

Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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