O terreno
interior era vasto e fértil,
e, subitamente, nasceu uma flor.
Era nosso elo de ligação.
Era o que nos unia.
E então você sumiu.
Voltou, e desapareceu novamente.
E o sangue jorrava
da ferida e da mágoa
que a alma partida sofria.
Reguei a flor com a esperança,
que, de tanto carinho, você voltasse mais uma vez.
E entre idas e vindas,
em frangalhos se resumia meu entusiasmo.
Dilacerado e com o orgulho machucado,
consumindo-se estava minha aurora.
As sobras de meu viver apontaram:
A culpa é da flor.
Com a pá na mão e raiva de mim mesma,
tentei desprender a raiz que a mantém viva.
Porém, de tão profunda, e bem firme que estava,
acesa e esplêndida continuava.
Não se mata um amor quando se quer,
mas acaba morrendo espontaneamente,
quando percebe que não há razão para existir.
Rosimeire
Leal da Motta
Vila Velha - ES


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