Cantiga de ninar


Obs.: Poesia escrita logo após a morte do meu pai
Pedro Sabino da Mota – 19/12/2007


Era final da primavera, novembro...
Um pássaro incomum, com o olhar melancólico,
pousou no batente da janela do seu quarto.
Pôs-se a cantar uma canção eterna,
dividida em estrofes e terminada por um estribilho.
O som era melodioso, porém, fúnebre!
Melodia com trechos literários,
cantando o fim da vida!
Não era acompanhado por nenhum instrumento musical...
Era uma cantiga de ninar,
que o fez adormecer suavemente...
O tema poético enfatizava o criador,
anjos anunciavam que há um lugar
onde todos dormem profundamente!
Ele permaneceu num sono sem respiração,
com o corpo em estado de relaxamento...
Perdeu a noção do existir, expirou,
sendo transportado para as asas da ave.
Esta agora, emudecida,
voou, sumindo de vista,
levando silenciosamente,
um personagem que era parte de mim...
Meu pai, quê saudades!

Rosimeire Leal da Motta
Vila Velha - ES

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