Estamos às
portas de mais uma eleição.
O momento é de uma grande peça teatral.
Sim, os políticos sobem no palco,
põem suas máscaras, representam honestidade,
e prometem mudanças extraordinárias.
Os "candidatos-atletas" numa corrida desenfreada
para tomar posse da primeira colocação,
tentam derrubar os concorrentes,
fazem trapaças, inventam mentiras
e tornam público o que os outros fizeram de errado.
E então, os que se sentem atingidos, contra atacam
e ficam um jogando casca de banana no outro,
e os que vêm atrás levam um escorregão.
Esta é a eleição brasileira,
que é uma comédia e ao mesmo tempo um drama.
Quem quer votar?
O voto obrigatório é uma agressão à liberdade.
Se pensar bem, não votar também deveria ser um direito.
Como protesto as pessoas anulam seus votos
Ou votam em branco.
Qual é o melhor candidato?
Estes "Candidatos-atores", estão tão bem maquilados
e fazem cara de santo, que quase convencem.
Sim, porque ninguém se esquece do "depois das eleições", passadas.
O problema é que os políticos sofrem de amnésia.
O candidato não se lembra de suas promessas,
Mas o povo não se esquece.
E o povo brasileiro se sente enganado.
Ninguém aguenta mais esta representação teatral
e se recusam a ser plateia de um ato que é uma agressão
ao cidadão.
Mas a culpa é sempre do povo:
"O brasileiro não sabe votar."
(Não é assim que dizem?)
Ou está faltando candidatos de mais caráter?
Mas alguns candidatos parecem ser tão sinceros,
que se ganham uma eleição deveriam receber um troféu,
um Oscar, como melhor ator.
Lá vai o brasileiro, de título na mão
e enfrentar uma fila rumo à forca.
Mas, quem será decepado será o Brasil.
Este país que já perdeu a cabeça tantas vezes,
se inclina mais uma vez na guilhotina,
com um fundo musical do "Hino Nacional Brasileiro":
"... em teu seio. Oh, liberdade, desafia o nosso peito
a própria morte!
Oh, pátria amada, idolatrada, salve! Salve!..."
Rosimeire
Leal da Motta
Vila Velha - ES

Fundo Musical: Hino Nacional (Instrumental) |