Não tente me
entender...
Não falo de coisas
que todo mundo lê.
Falo de lampejos de vida,
que só eu vivo e ninguém vê.
Digamos que são coisas que invento...
falo do cheiro que me traz o vento,
com cores e matizes de tempos,
passados e vindouros...
apuro o ouvido e atento...
Não aprecio o óbvio, o normal.
Não aceito a condição que me impõe a vida,
no meu sonho, sou fenomenal.
Além do óbvio
é onde se encontra o portal,
que me leva a dar a tudo
um grandioso final.
Daí essa incongruência,
com excesso desmedido,
Com frequentes acontecências,
tenho sempre o coração partido.
Não tente me entender.
Dizem uns _ sou caso perdido._
Digo a vocês:
Tenho alma de poeta
com o coração ferido.
Gina Zilli
27/12/2004
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