Apaguei a luz da varanda
Mas um brilho intenso resplandeceu...Sobre meu rosto
A lua, entre nuvens, desfilava seu clarão
Percebi, e ainda percebo... Há luz em mim
Deixo meus dedos deslizarem... Pelas palavras que brotam da mente
Ou do coração e formam... Uma serpente de versos contundentes
Há luz em mim... Clareio os sóis dos meus dias,
Por vezes escurecidos pela dor... De alma que me invade
Mesmo que a tristeza me procure... Consigo sentir o calor desprendido
De minha claridade intrínseca
Há luz em mim... Mesmo sendo resplandecente
Não desejo apagar a luminosidade alheia
Quero resplandecer estrelas num firmamento
De sabedorias todas humanas
Há luz em mim... Que ela possa brilhar e ser útil a outrem
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Denise Severgnini
Novo Hamburgo - RS
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